Diretor da Inteligência dos EUA reclama de 'pandemia' de vazamentos de informações

Governo de Donald Trump mandou suspender reuniões informativas presenciais sobre segurança eleitoral diante do Congresso por supostos 'vazamentos'. Oposição critica medida. Foto de julho de 2019 mostra John Ratcliffe, deputado republicano do Texas, durante audiência em Washington Saul Loeb/AFP O diretor de Inteligência dos Estados Unidos, John Ratcliffe, defendeu neste domingo (30) a decisão do governo de Donald Trump de suspender as reuniões informativas presenciais sobre segurança eleitoral diante do Congresso, denunciando uma "pandemia" de vazamentos por parte dos deputados. O diretor da Inteligência Nacional informou por escrito aos principais deputados de ambos os partidos nos comitês de inteligência da Câmara e do Senado. O anúncio gerou críticas de legisladores democratas, que argumentam que o governo estava encobrindo a ajuda russa para a campanha de reeleição do presidente Donald Trump. Ratcliffe expressou frustração com os vazamentos de uma sessão informativa de contra-espionagem no Congresso há um mês, no qual legisladores foram informados de que China, Rússia e Irã estavam tentando interferir nas eleições de 3 de novembro. "Em minutos vários membros do Congresso foram a vários meios de comunicação diferentes e vazaram informações confidenciais", ressaltou Ratcliffe à Fox News. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e candidato presidencial democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden Associated Press O funcionário disse que os vazamentos visam "criar uma narrativa que simplesmente não é verdade, que a Rússia é de alguma forma uma ameaça maior à segurança nacional do que a China". "Vou continuar a manter o Congresso informado. Mas tivemos uma pandemia de vazamentos de informações fora da comunidade de inteligência. E tomarei medidas para garantir que isso termine", acrescentou. A medida ocorre dois meses antes das eleições, sobre a qual Trump minimiza a ameaça de interferência estrangeira, que ele diz estar sendo politizada pelos oponentes democratas. "Não quero subestimar a Rússia — eles são uma séria ameaça à segurança nacional — mas dia após dia as ameaças que enfrentamos da China são significativamente maiores", afirmou Ratcliffe. "Qualquer pessoa que veja as informações da inteligência sabe disso, e qualquer pessoa que diga algo diferente está apenas politizando as informações para sua própria narrativa", acrescentou. Decisão irrita democratas na Câmara Deputado Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, fala durante o terceiro dia do julgamento do impeachment de Donald Trump no Senado dos EUA, em janeiro Senate TV/Handout via Reuters As sessões informativas serão por escrito, mas o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, declarou que os legisladores estão sendo privados da capacidade de questionar. "Isso não faz sentido a menos que o objetivo seja não permitir que membros do Congresso, os representantes do povo americano, façam perguntas", disse o democrata à CNN. "É uma inconsistência ilógica", afirmou Schiff, que acusou a Casa Branca de promover uma falsa narrativa de que a interferência russa nas eleições para ajudar Trump "não era diferente do que outros países estão fazendo".

Diretor da Inteligência dos EUA reclama de 'pandemia' de vazamentos de informações
Governo de Donald Trump mandou suspender reuniões informativas presenciais sobre segurança eleitoral diante do Congresso por supostos 'vazamentos'. Oposição critica medida. Foto de julho de 2019 mostra John Ratcliffe, deputado republicano do Texas, durante audiência em Washington Saul Loeb/AFP O diretor de Inteligência dos Estados Unidos, John Ratcliffe, defendeu neste domingo (30) a decisão do governo de Donald Trump de suspender as reuniões informativas presenciais sobre segurança eleitoral diante do Congresso, denunciando uma "pandemia" de vazamentos por parte dos deputados. O diretor da Inteligência Nacional informou por escrito aos principais deputados de ambos os partidos nos comitês de inteligência da Câmara e do Senado. O anúncio gerou críticas de legisladores democratas, que argumentam que o governo estava encobrindo a ajuda russa para a campanha de reeleição do presidente Donald Trump. Ratcliffe expressou frustração com os vazamentos de uma sessão informativa de contra-espionagem no Congresso há um mês, no qual legisladores foram informados de que China, Rússia e Irã estavam tentando interferir nas eleições de 3 de novembro. "Em minutos vários membros do Congresso foram a vários meios de comunicação diferentes e vazaram informações confidenciais", ressaltou Ratcliffe à Fox News. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e candidato presidencial democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden Associated Press O funcionário disse que os vazamentos visam "criar uma narrativa que simplesmente não é verdade, que a Rússia é de alguma forma uma ameaça maior à segurança nacional do que a China". "Vou continuar a manter o Congresso informado. Mas tivemos uma pandemia de vazamentos de informações fora da comunidade de inteligência. E tomarei medidas para garantir que isso termine", acrescentou. A medida ocorre dois meses antes das eleições, sobre a qual Trump minimiza a ameaça de interferência estrangeira, que ele diz estar sendo politizada pelos oponentes democratas. "Não quero subestimar a Rússia — eles são uma séria ameaça à segurança nacional — mas dia após dia as ameaças que enfrentamos da China são significativamente maiores", afirmou Ratcliffe. "Qualquer pessoa que veja as informações da inteligência sabe disso, e qualquer pessoa que diga algo diferente está apenas politizando as informações para sua própria narrativa", acrescentou. Decisão irrita democratas na Câmara Deputado Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, fala durante o terceiro dia do julgamento do impeachment de Donald Trump no Senado dos EUA, em janeiro Senate TV/Handout via Reuters As sessões informativas serão por escrito, mas o presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, Adam Schiff, declarou que os legisladores estão sendo privados da capacidade de questionar. "Isso não faz sentido a menos que o objetivo seja não permitir que membros do Congresso, os representantes do povo americano, façam perguntas", disse o democrata à CNN. "É uma inconsistência ilógica", afirmou Schiff, que acusou a Casa Branca de promover uma falsa narrativa de que a interferência russa nas eleições para ajudar Trump "não era diferente do que outros países estão fazendo".