Irã anuncia suspensão do embargo da ONU sobre suas armas

Por acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, embargo que proíbe principalmente a venda de armas e equipamentos militares pesados ao país expiraria em 18 de outubro. Em agosto, EUA tentaram, em vão, que Conselho de Segurança da ONU prolongasse o embargo e restabelecesse sanções internacionais contra o Irã. Hassan Rohani, presidente do Irã, discursa em vídeo pré-gravado para a Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro UNTV via AP O Irã declarou neste domingo (horário local, sábado no Brasil) que o embargo imposto pela ONU às vendas de armas de e para a República Islâmica expirou, conforme o acordo do programa nuclear iraniano de 2015 e a resolução 2231 do Conselho de Segurança. "A partir de hoje, todas as restrições a transferência de armas, atividades relacionadas e serviços financeiros de e para a República Islâmica do Irã (...) foram automaticamente suspensas", informou o Ministério das Relações Exteriores iraniano em um comunicado. Pelo acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, esse embargo, que proíbe principalmente a venda de armas e equipamentos militares pesados ao Irã, expiraria em 18 de outubro. "Assim, a República Islâmica do Irã pode adquirir as armas e equipamentos necessários de qualquer fonte, sem qualquer restrição legal e exclusivamente com base em suas necessidades defensivas", acrescenta o texto publicado pelo ministério. Moscou confirmou em setembro que deseja desenvolver sua cooperação militar com Teerã assim que o embargo expirar. A China, por sua vez, não escondeu sua intenção de vender armas ao Irã a partir de 18 de outubro. De acordo com o comunicado, a República Islâmica "também pode exportar armas defensivas de acordo com suas próprias políticas". Em agosto, os Estados Unidos tentaram, em vão, que o Conselho de Segurança da ONU prolongasse o embargo e restabelecesse as sanções internacionais contra o Irã retiradas do pacto. A chancelaria iraniana afirmou que este domingo foi "um dia memorável para a comunidade internacional" e acrescentou que o mundo esteve ao lado do Irã "ignorando os esforços do regime norte-americano". Em maio de 2018, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou unilateralmente seu país do acordo sobre o programa nuclear iraniano, fechado em Viena em 2015. O comunicado iraniano pede para Washington "abandonar sua abordagem destrutiva à resolução 2231" e lembra que suas tentativas foram "categoricamente rejeitadas várias vezes nos últimos três meses pelo Conselho de Segurança". Se houver uma "violação substancial da resolução e dos objetivos" do pacto sobre o programa nuclear, a República Islâmica do Irã se reserva o direito de tomar todas as contra-medidas necessárias para garantir seus interesses nacionais". O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, declarou em sua conta no Twitter que a comunidade internacional havia "protegido" o acordo sobre o programa nuclear e que neste domingo se estabeleceu a "normalização da cooperação do Irã com o mundo". Trump argumenta - ao contrário das outras partes do acordo, junto com o Irã (Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia) - que esse texto não oferece garantias suficientes para impedir que Teerã se equipar com a bomba atômica. No entanto, o Irã sempre negou querer se munir dessa arma. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Irã anuncia suspensão do embargo da ONU sobre suas armas
Por acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, embargo que proíbe principalmente a venda de armas e equipamentos militares pesados ao país expiraria em 18 de outubro. Em agosto, EUA tentaram, em vão, que Conselho de Segurança da ONU prolongasse o embargo e restabelecesse sanções internacionais contra o Irã. Hassan Rohani, presidente do Irã, discursa em vídeo pré-gravado para a Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro UNTV via AP O Irã declarou neste domingo (horário local, sábado no Brasil) que o embargo imposto pela ONU às vendas de armas de e para a República Islâmica expirou, conforme o acordo do programa nuclear iraniano de 2015 e a resolução 2231 do Conselho de Segurança. "A partir de hoje, todas as restrições a transferência de armas, atividades relacionadas e serviços financeiros de e para a República Islâmica do Irã (...) foram automaticamente suspensas", informou o Ministério das Relações Exteriores iraniano em um comunicado. Pelo acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, esse embargo, que proíbe principalmente a venda de armas e equipamentos militares pesados ao Irã, expiraria em 18 de outubro. "Assim, a República Islâmica do Irã pode adquirir as armas e equipamentos necessários de qualquer fonte, sem qualquer restrição legal e exclusivamente com base em suas necessidades defensivas", acrescenta o texto publicado pelo ministério. Moscou confirmou em setembro que deseja desenvolver sua cooperação militar com Teerã assim que o embargo expirar. A China, por sua vez, não escondeu sua intenção de vender armas ao Irã a partir de 18 de outubro. De acordo com o comunicado, a República Islâmica "também pode exportar armas defensivas de acordo com suas próprias políticas". Em agosto, os Estados Unidos tentaram, em vão, que o Conselho de Segurança da ONU prolongasse o embargo e restabelecesse as sanções internacionais contra o Irã retiradas do pacto. A chancelaria iraniana afirmou que este domingo foi "um dia memorável para a comunidade internacional" e acrescentou que o mundo esteve ao lado do Irã "ignorando os esforços do regime norte-americano". Em maio de 2018, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou unilateralmente seu país do acordo sobre o programa nuclear iraniano, fechado em Viena em 2015. O comunicado iraniano pede para Washington "abandonar sua abordagem destrutiva à resolução 2231" e lembra que suas tentativas foram "categoricamente rejeitadas várias vezes nos últimos três meses pelo Conselho de Segurança". Se houver uma "violação substancial da resolução e dos objetivos" do pacto sobre o programa nuclear, a República Islâmica do Irã se reserva o direito de tomar todas as contra-medidas necessárias para garantir seus interesses nacionais". O ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, declarou em sua conta no Twitter que a comunidade internacional havia "protegido" o acordo sobre o programa nuclear e que neste domingo se estabeleceu a "normalização da cooperação do Irã com o mundo". Trump argumenta - ao contrário das outras partes do acordo, junto com o Irã (Alemanha, China, França, Reino Unido e Rússia) - que esse texto não oferece garantias suficientes para impedir que Teerã se equipar com a bomba atômica. No entanto, o Irã sempre negou querer se munir dessa arma. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias