Justiça da Nova Zelândia condena assassino de Christchurch a prisão perpétua

Massacre em mesquitas deixou 51 mortos. Supremacista branco australiano compareceu nesta quarta-feira (26) ao tribunal na Nova Zelândia para uma audiência do processo de ataques a mesquitas em Christchurch. Ele abriu mão do direito de falar John Kirk-Anderson / AFP O assassino que invadiu duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, e deixou 51 mortos em março de 2019 recebeu nesta quinta-feira (27) (horário local) a pena de prisão perpétua pela chacina. Ele não terá direito a recorrer da decisão em liberdade. Condenado pelos assassinatos e por ao menos 40 tentativas de homicídio, o condenado, um supremacista branco australiano de 29 anos, inicialmente se disse não culpado. Só depois ele assumiu o crime, considerado um atentado terrorista segundo a legislação neozelandesa. Estudantes acendem velas do lado de fora da mesquita Al Noor em Christchurch, na Nova Zelândia, em homenagem às vítimas do tiroteiro Vincent Yu/AP O julgamento foi retomado nesta semana. Vítimas e familiares dos mortos lamentaram a ação covarde do assassino. "Você age como um covarde e é um covarde. Você vive como um rato e merece isso. Você vai morrer sozinho, como um vírus que todo mundo evita", disse Zuhair Darwish, cujo irmão morreu durante o ataque. O atentado chocou a Nova Zelândia, geralmente livre de ações terroristas dessa gravidade. O crime levou o governo local a endurecer as regras sobre armas de fogo. Relembre o caso no VÍDEO abaixo. Domingo foi de homenagens aos 50 mortos do massacre de Christchurch

Justiça da Nova Zelândia condena assassino de Christchurch a prisão perpétua
Massacre em mesquitas deixou 51 mortos. Supremacista branco australiano compareceu nesta quarta-feira (26) ao tribunal na Nova Zelândia para uma audiência do processo de ataques a mesquitas em Christchurch. Ele abriu mão do direito de falar John Kirk-Anderson / AFP O assassino que invadiu duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, e deixou 51 mortos em março de 2019 recebeu nesta quinta-feira (27) (horário local) a pena de prisão perpétua pela chacina. Ele não terá direito a recorrer da decisão em liberdade. Condenado pelos assassinatos e por ao menos 40 tentativas de homicídio, o condenado, um supremacista branco australiano de 29 anos, inicialmente se disse não culpado. Só depois ele assumiu o crime, considerado um atentado terrorista segundo a legislação neozelandesa. Estudantes acendem velas do lado de fora da mesquita Al Noor em Christchurch, na Nova Zelândia, em homenagem às vítimas do tiroteiro Vincent Yu/AP O julgamento foi retomado nesta semana. Vítimas e familiares dos mortos lamentaram a ação covarde do assassino. "Você age como um covarde e é um covarde. Você vive como um rato e merece isso. Você vai morrer sozinho, como um vírus que todo mundo evita", disse Zuhair Darwish, cujo irmão morreu durante o ataque. O atentado chocou a Nova Zelândia, geralmente livre de ações terroristas dessa gravidade. O crime levou o governo local a endurecer as regras sobre armas de fogo. Relembre o caso no VÍDEO abaixo. Domingo foi de homenagens aos 50 mortos do massacre de Christchurch