Maioria de jovens mortos pela Covid-19 nos EUA fazia parte de minorias raciais, diz estudo

Das 121 mortes causadas pelo novo coronavírus com menos de 21 anos identificados nos Estados Unidos, 45% eram hispânicos, 29% negros e 4% indígenas ou nativos do Alasca. Crianças almoçam em escola de Stamford, em Connecticut (EUA), reaberta na pandemia do novo coronavírus,. Foto de 9 de setembro John Moore/Getty Images/AFP Crianças, adolescentes e jovens adultos de minorias hispânicas, negras e indígenas são proporcionalmente muito mais vulneráveis à Covid-19 do que pessoas brancas nos Estados Unidos, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (15) pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Das 121 mortes causadas pelo novo coronavírus com menos de 21 anos identificados nos Estados Unidos, 45% eram hispânicos, 29% negros e 4% indígenas ou nativos do Alasca, de acordo com o relatório que cobre o período de fevereiro a julho. Essas minorias representam 41% da população dessa faixa etária. CRIANÇAS E COVID-19: Veja o que já se sabe sobre o tema Jovens não estão imunes 14 de setembro - Adultos assistem crianças brincarem em torno de instalações de lanternas em forma de peixe no Sun Yat Sen Nanyang Memorial Hall, em Singapura Roslan Rahman/AFP Em termos gerais, a mortalidade de crianças e jovens é muito mais baixa do que entre adultos e idosos. O CDC identificou um total de 392 mil casos de Covid-19 entre os mais jovens. Eles representaram 8% de todos os casos e apenas 0,08% das mortes. Mas o estudo confirma que crianças e adolescentes não estão de forma alguma imunes, especialmente contra o que os especialistas chamam de síndrome inflamatória multissistêmica infantil. Pesquisa britânica conclui que crianças e adolescentes têm menos risco de Covid grave Como outros estudos mostraram, meninos e homens são mais suscetíveis a complicações e são responsáveis por 63% das mortes. Três quartos das mortes tinham pelo menos uma patologia prévia (asma, obesidade, doenças neurológicas e do desenvolvimento, problemas cardiovasculares). Em relação à idade, 12 crianças que morreram tinham menos de um ano e os jovens entre 18 e 20 anos correspondiam a 50 óbitos, 41% do total. O relatório publicado pelo CDC em seu boletim informativo "Relatórios semanais de morbidez e mortalidade", muito seguido por profissionais de saúde em todo o país, foi adiado devido à pressão do governo Donald Trump, de acordo com o site Politico. O governo pressiona para incentivar escolas e faculdades em todo o país a reabrirem. VEJA TAMBÉM: OMS alerta para prejuízos no fechamento prolongado de escolas Initial plugin text

Maioria de jovens mortos pela Covid-19 nos EUA fazia parte de minorias raciais, diz estudo
Das 121 mortes causadas pelo novo coronavírus com menos de 21 anos identificados nos Estados Unidos, 45% eram hispânicos, 29% negros e 4% indígenas ou nativos do Alasca. Crianças almoçam em escola de Stamford, em Connecticut (EUA), reaberta na pandemia do novo coronavírus,. Foto de 9 de setembro John Moore/Getty Images/AFP Crianças, adolescentes e jovens adultos de minorias hispânicas, negras e indígenas são proporcionalmente muito mais vulneráveis à Covid-19 do que pessoas brancas nos Estados Unidos, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (15) pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Das 121 mortes causadas pelo novo coronavírus com menos de 21 anos identificados nos Estados Unidos, 45% eram hispânicos, 29% negros e 4% indígenas ou nativos do Alasca, de acordo com o relatório que cobre o período de fevereiro a julho. Essas minorias representam 41% da população dessa faixa etária. CRIANÇAS E COVID-19: Veja o que já se sabe sobre o tema Jovens não estão imunes 14 de setembro - Adultos assistem crianças brincarem em torno de instalações de lanternas em forma de peixe no Sun Yat Sen Nanyang Memorial Hall, em Singapura Roslan Rahman/AFP Em termos gerais, a mortalidade de crianças e jovens é muito mais baixa do que entre adultos e idosos. O CDC identificou um total de 392 mil casos de Covid-19 entre os mais jovens. Eles representaram 8% de todos os casos e apenas 0,08% das mortes. Mas o estudo confirma que crianças e adolescentes não estão de forma alguma imunes, especialmente contra o que os especialistas chamam de síndrome inflamatória multissistêmica infantil. Pesquisa britânica conclui que crianças e adolescentes têm menos risco de Covid grave Como outros estudos mostraram, meninos e homens são mais suscetíveis a complicações e são responsáveis por 63% das mortes. Três quartos das mortes tinham pelo menos uma patologia prévia (asma, obesidade, doenças neurológicas e do desenvolvimento, problemas cardiovasculares). Em relação à idade, 12 crianças que morreram tinham menos de um ano e os jovens entre 18 e 20 anos correspondiam a 50 óbitos, 41% do total. O relatório publicado pelo CDC em seu boletim informativo "Relatórios semanais de morbidez e mortalidade", muito seguido por profissionais de saúde em todo o país, foi adiado devido à pressão do governo Donald Trump, de acordo com o site Politico. O governo pressiona para incentivar escolas e faculdades em todo o país a reabrirem. VEJA TAMBÉM: OMS alerta para prejuízos no fechamento prolongado de escolas Initial plugin text