Manifestação para marcar 1 ano de protestos por igualdade no Chile acaba em confronto e vandalismo

Igreja foi invadida e vandalizada. Manifestantes e policiais entraram em confronto, e veículos da polícia foram incendiados. Vândalos destróem interior da Igreja de San Francisco de Borja, em Santiago, após início de confrontos em manifestação na capital do Chile Esteban Felt/AP Milhares de manifestantes se reuniram na Praça Itália, no centro de Santiago, neste domingo (18), para uma manifestação que acabou em confronto e vandalismo. O ato foi organizado para comemorar o primeiro aniversário do início dos protestos no Chile para exigir maior igualdade social. Depois de um início pacífico durante a manhã, à tarde tiveram início alguns atos de violência, incluindo um confronto entre jovens torcedores do Colo Colo e da Universidad de Chile e depois entre manifestantes encapuzados e policiais. Relatos da mídia local falam em 5 pessoas detidas e 5 policiais feridos. Veículos blindados da polícia foram incendiados em confronto neste domingo (18) em Santiago Esteban Felt/AP A manifestação Havia grande expectativa no país para a forma como essa comemoração terminaria, já que ela foi marcada para uma semana antes da votação do plebiscito constitucional histórico. A grande maioria da população defendia uma manifestação pacífica e sem excessos, segundo várias pesquisas. Vários grupos sociais convocaram uma manifestação pacífica para comemorar o primeiro ano do que o Chile chamou de "Surto Social". Desde cedo, grupos de manifestantes chegaram à central Plaça Itália, epicentro das manifestações durante todo esse ano, enquanto agitavam bandeiras, pulavam e gritavam slogans a favor de uma mobilização social para a realização de profundas reformas sociais. Policiais detêm um manifestante durante confronto em Santiago neste domingo (18) Ivan Alvarado/Reuters A praça acordou cercada por carabineros (polícia militarizada chilena) e carros blindados. O governo do presidente Sebastián Piñera - fortemente criticado desde o início dos protestos, esses os mais importantes em 30 anos de democracia - convocou uma manifestação pacífica e em respeito às medidas de proteção impostas por causa da pandemia da covid-19, que no Chile registra quase 490.003 casos e tem 13.588 mortes confirmadas. Vários setores temem que se repitam as imagens de 18 de outubro de 2019, quando após um protesto que sugeria o não pagamento das passagens de metrô - realizado por alunos do ensino médio - o dia terminou numa noite de caos, com uma dezena de estações incendiadas, prédios atacados, roubos em lojas e confrontos violentos com a polícia.

Manifestação para marcar 1 ano de protestos por igualdade no Chile acaba em confronto e vandalismo
Igreja foi invadida e vandalizada. Manifestantes e policiais entraram em confronto, e veículos da polícia foram incendiados. Vândalos destróem interior da Igreja de San Francisco de Borja, em Santiago, após início de confrontos em manifestação na capital do Chile Esteban Felt/AP Milhares de manifestantes se reuniram na Praça Itália, no centro de Santiago, neste domingo (18), para uma manifestação que acabou em confronto e vandalismo. O ato foi organizado para comemorar o primeiro aniversário do início dos protestos no Chile para exigir maior igualdade social. Depois de um início pacífico durante a manhã, à tarde tiveram início alguns atos de violência, incluindo um confronto entre jovens torcedores do Colo Colo e da Universidad de Chile e depois entre manifestantes encapuzados e policiais. Relatos da mídia local falam em 5 pessoas detidas e 5 policiais feridos. Veículos blindados da polícia foram incendiados em confronto neste domingo (18) em Santiago Esteban Felt/AP A manifestação Havia grande expectativa no país para a forma como essa comemoração terminaria, já que ela foi marcada para uma semana antes da votação do plebiscito constitucional histórico. A grande maioria da população defendia uma manifestação pacífica e sem excessos, segundo várias pesquisas. Vários grupos sociais convocaram uma manifestação pacífica para comemorar o primeiro ano do que o Chile chamou de "Surto Social". Desde cedo, grupos de manifestantes chegaram à central Plaça Itália, epicentro das manifestações durante todo esse ano, enquanto agitavam bandeiras, pulavam e gritavam slogans a favor de uma mobilização social para a realização de profundas reformas sociais. Policiais detêm um manifestante durante confronto em Santiago neste domingo (18) Ivan Alvarado/Reuters A praça acordou cercada por carabineros (polícia militarizada chilena) e carros blindados. O governo do presidente Sebastián Piñera - fortemente criticado desde o início dos protestos, esses os mais importantes em 30 anos de democracia - convocou uma manifestação pacífica e em respeito às medidas de proteção impostas por causa da pandemia da covid-19, que no Chile registra quase 490.003 casos e tem 13.588 mortes confirmadas. Vários setores temem que se repitam as imagens de 18 de outubro de 2019, quando após um protesto que sugeria o não pagamento das passagens de metrô - realizado por alunos do ensino médio - o dia terminou numa noite de caos, com uma dezena de estações incendiadas, prédios atacados, roubos em lojas e confrontos violentos com a polícia.