Reino Unido vê internações por coronavírus dobrarem a cada 8 dias

Número de casos voltou a subir em setembro. Nova quarentena seria imposta em último caso, segundo ministro da Saúde. Unidade de testes de Covid-19 drive thru foi montado no estádio Twickenham em Londres, na Inglaterra, na quinta-feira (17) Frank Augstein/AP O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, disse nesta sexta-feira (18) que o novo coronavírus está em aceleração em todo o país, com as internações por Covid-19 dobrando a cada oito dias. No entanto, ele não confirmou se outra quarentena nacional será imposta no próximo mês. O Reino Unido tem o 5º maior número de mortes de Covid-19 do mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins. Covid-19 acelera na Europa e transmissão em setembro está mais rápida que no início da pandemia, diz OMS Questionado pelo canal Sky News sobre a perspectiva de uma segunda quarentena nacional em outubro, o ministro disse se tratar de uma medida de último caso, mas que o governo fará o que for necessário para combater o vírus. "O número de pessoas no hospital está dobrando a cada oito dias, mais ou menos. Faremos o que for preciso para manter as pessoas seguras", disse Hancock. "Estamos sempre analisando estas coisas". Os casos de Covid-19 começaram a subir novamente no país em setembro. Na semana passada entre 3 mil e 4 mil exames positivos foram registrados diariamente. O número de novas infecções ainda está distante do registrado na França, que tem mais de 10 mil casos novos por dia atualmente. Na quinta-feira, o Reino Unido registrou 21 mortes pela doença, o que eleva o total para 41.705 pelo método de contagem do governo. Mais de 10 milhões de habitantes do Reino Unido já estão em quarentenas locais. O jornal "London Evening Standard" disse que cifras a serem divulgadas nesta sexta mostrarão um aumento acentuado de casos de Covid em Londres, o que cria o risco de restrições à circulação na capital nas próximas duas semanas. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi criticado por políticos de oposição por sua reação inicial ao surto, e o governo teve dificuldade para garantir exames suficientes nas últimas semanas.

Reino Unido vê internações por coronavírus dobrarem a cada 8 dias
Número de casos voltou a subir em setembro. Nova quarentena seria imposta em último caso, segundo ministro da Saúde. Unidade de testes de Covid-19 drive thru foi montado no estádio Twickenham em Londres, na Inglaterra, na quinta-feira (17) Frank Augstein/AP O ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, disse nesta sexta-feira (18) que o novo coronavírus está em aceleração em todo o país, com as internações por Covid-19 dobrando a cada oito dias. No entanto, ele não confirmou se outra quarentena nacional será imposta no próximo mês. O Reino Unido tem o 5º maior número de mortes de Covid-19 do mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins. Covid-19 acelera na Europa e transmissão em setembro está mais rápida que no início da pandemia, diz OMS Questionado pelo canal Sky News sobre a perspectiva de uma segunda quarentena nacional em outubro, o ministro disse se tratar de uma medida de último caso, mas que o governo fará o que for necessário para combater o vírus. "O número de pessoas no hospital está dobrando a cada oito dias, mais ou menos. Faremos o que for preciso para manter as pessoas seguras", disse Hancock. "Estamos sempre analisando estas coisas". Os casos de Covid-19 começaram a subir novamente no país em setembro. Na semana passada entre 3 mil e 4 mil exames positivos foram registrados diariamente. O número de novas infecções ainda está distante do registrado na França, que tem mais de 10 mil casos novos por dia atualmente. Na quinta-feira, o Reino Unido registrou 21 mortes pela doença, o que eleva o total para 41.705 pelo método de contagem do governo. Mais de 10 milhões de habitantes do Reino Unido já estão em quarentenas locais. O jornal "London Evening Standard" disse que cifras a serem divulgadas nesta sexta mostrarão um aumento acentuado de casos de Covid em Londres, o que cria o risco de restrições à circulação na capital nas próximas duas semanas. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi criticado por políticos de oposição por sua reação inicial ao surto, e o governo teve dificuldade para garantir exames suficientes nas últimas semanas.