Senado da Argentina transfere três juízes responsáveis por processos contra Cristina Kirchner

A votação do Senado decidiu afastar três juízes dos processos contra Cristina Kirchner. Os três já avisaram que pretendem recorrer à Corte Suprema de Justiça. Cristina Kirchner durante uma coletiva de imprensa em agosto de 2020 Juan Mabromata/Reuters O Senado da Argentina aprovou, na quarta-feira (16) à noite, a transferência de três juízes responsáveis por processos judiciais contra a vice-presidente Cristina Kirchner para outros tribunais. A sessão em que a manobra foi aprovada teve a abstenção da oposição. Grupo de Kirchner propõe lei que pode aumentar impunidade em casos de corrupção Os juízes Leopoldo Bruglia, Pablo Bertuzzi e Germán Castelli precisavam de uma ratificação do Parlamento para permanecer nos tribunais que ocuparam nos últimos anos na Câmara Federal. A votação do Senado decidiu transferi-los, o que os afasta dos processos contra Kirchner. Os três já avisaram que pretendem recorrer à Corte Suprema de Justiça. "A pauta é afastar três juízes que atuam em casos nos quais a vice-presidente está envolvida", criticou o senador da oposição Martín Lousteau, antes de deixar a sessão. A votação aconteceu de maneira remota devido às restrições de saúde provocada pelo coronavírus. Maioria peronista A coalizão de governo de centro-esquerda peronista Frente de Todos tem maioria no Senado. Kirchner, investigada em nove casos, a maioria por suposta corrupção, foi presidente entre 2007 e 2015 e agora ocupa a vice-presidência no governo de Alberto Fernández. Ela alega que os processos são parte de uma perseguição política.

Senado da Argentina transfere três juízes responsáveis por processos contra Cristina Kirchner
A votação do Senado decidiu afastar três juízes dos processos contra Cristina Kirchner. Os três já avisaram que pretendem recorrer à Corte Suprema de Justiça. Cristina Kirchner durante uma coletiva de imprensa em agosto de 2020 Juan Mabromata/Reuters O Senado da Argentina aprovou, na quarta-feira (16) à noite, a transferência de três juízes responsáveis por processos judiciais contra a vice-presidente Cristina Kirchner para outros tribunais. A sessão em que a manobra foi aprovada teve a abstenção da oposição. Grupo de Kirchner propõe lei que pode aumentar impunidade em casos de corrupção Os juízes Leopoldo Bruglia, Pablo Bertuzzi e Germán Castelli precisavam de uma ratificação do Parlamento para permanecer nos tribunais que ocuparam nos últimos anos na Câmara Federal. A votação do Senado decidiu transferi-los, o que os afasta dos processos contra Kirchner. Os três já avisaram que pretendem recorrer à Corte Suprema de Justiça. "A pauta é afastar três juízes que atuam em casos nos quais a vice-presidente está envolvida", criticou o senador da oposição Martín Lousteau, antes de deixar a sessão. A votação aconteceu de maneira remota devido às restrições de saúde provocada pelo coronavírus. Maioria peronista A coalizão de governo de centro-esquerda peronista Frente de Todos tem maioria no Senado. Kirchner, investigada em nove casos, a maioria por suposta corrupção, foi presidente entre 2007 e 2015 e agora ocupa a vice-presidência no governo de Alberto Fernández. Ela alega que os processos são parte de uma perseguição política.