Tesouro prevê contas públicas com saldo positivo somente após 2026

Funchal: "Esse dado não é uma coisa que está cravada" Edu Andrade/Ministério da Economia O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou nesta terça-feira (13) que, mantidos os atuais parâmetros, o Brasil voltará a ter superávit primário entre 2026 e 2027. A estimativa anterior do Tesouro, feita antes da pandemia do novo coronavírus, apontava para um saldo positivo nas contas públicas no período entre 2022 e 2023. Funchal atribuiu a extensão desse prazo ao baque econômico causado pala pandemia, com prognóstico de retração da economia de 4,7% para 2020 e acréscimo de 3,2% em 2021. "Ainda assim isso [a contração esperada para o PIB] empurrou um pouquinho mais para a frente a projeção de superávit primário." Leia mais: Governo vê rombo de R$ 891 bi nas contas públicas em 2020 Funchal destacou que se trata de um prognóstico para consumo interno do Tesouro. "Esse dado não é uma coisa que está cravada na padra. Se a gente andar rápido com as reformas, uma melhora no resultado primário vem mais cedo", disse Funchal em live promovida pela Genial Investimentos. Pela mais recente edição da Focus, divulgada nesta segunda-feira, o mercado prevê déficit primário do setor público consolidado de 12% do Produto Interno Bruto (PIB). No fim de setembro, o Ministério da Economia estimou rombo de 895,8 bilhões de reais neste ano, ou 12,5% do PIB. "Tenho certeza de que, se a gente fizer reforma tributária, a gente consegue um superávit primário muito antes, porque o PIB vai crescer mais rápido, você vai ter mais receita... Por isso que as reformas de produtividade são tão importantes", afirmou Funchal. O secretário do Tesouro repetiu que não há espaço para errar em decisões que afetam a trajetória das contas públicas e disse que a reação negativa do mercado nas últimas semanas --com fortes altas nos prêmios exigidos por investidores para compra de títulos públicos-- traz um "alerta" de que o país "tem que andar com as reformas". "A PEC emergencial é aquela que vai trazer um pouco mais de tranquilidade, passando a PEC emergencial, para a gente discutir outras reformas que são tão importantes quanto", disse ele, citando as reformas administrativa e tributária. A PEC emergencial aciona medidas de controle de despesas obrigatórias no Orçamento.

Tesouro prevê contas públicas com saldo positivo somente após 2026
Funchal: "Esse dado não é uma coisa que está cravada" Edu Andrade/Ministério da Economia O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou nesta terça-feira (13) que, mantidos os atuais parâmetros, o Brasil voltará a ter superávit primário entre 2026 e 2027. A estimativa anterior do Tesouro, feita antes da pandemia do novo coronavírus, apontava para um saldo positivo nas contas públicas no período entre 2022 e 2023. Funchal atribuiu a extensão desse prazo ao baque econômico causado pala pandemia, com prognóstico de retração da economia de 4,7% para 2020 e acréscimo de 3,2% em 2021. "Ainda assim isso [a contração esperada para o PIB] empurrou um pouquinho mais para a frente a projeção de superávit primário." Leia mais: Governo vê rombo de R$ 891 bi nas contas públicas em 2020 Funchal destacou que se trata de um prognóstico para consumo interno do Tesouro. "Esse dado não é uma coisa que está cravada na padra. Se a gente andar rápido com as reformas, uma melhora no resultado primário vem mais cedo", disse Funchal em live promovida pela Genial Investimentos. Pela mais recente edição da Focus, divulgada nesta segunda-feira, o mercado prevê déficit primário do setor público consolidado de 12% do Produto Interno Bruto (PIB). No fim de setembro, o Ministério da Economia estimou rombo de 895,8 bilhões de reais neste ano, ou 12,5% do PIB. "Tenho certeza de que, se a gente fizer reforma tributária, a gente consegue um superávit primário muito antes, porque o PIB vai crescer mais rápido, você vai ter mais receita... Por isso que as reformas de produtividade são tão importantes", afirmou Funchal. O secretário do Tesouro repetiu que não há espaço para errar em decisões que afetam a trajetória das contas públicas e disse que a reação negativa do mercado nas últimas semanas --com fortes altas nos prêmios exigidos por investidores para compra de títulos públicos-- traz um "alerta" de que o país "tem que andar com as reformas". "A PEC emergencial é aquela que vai trazer um pouco mais de tranquilidade, passando a PEC emergencial, para a gente discutir outras reformas que são tão importantes quanto", disse ele, citando as reformas administrativa e tributária. A PEC emergencial aciona medidas de controle de despesas obrigatórias no Orçamento.